terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ele pegar, pega... hoje é que não.


Há tanta gente no mundo e às vezes acho que ando a roubar algo que pertence a uma boa parte: a má sorte.
Seria lógico que cada qual tivesse a sua dose, como quando vamos a um restaurante e cada um tem o seu prato, mas há dias em que parece que estou numa mesa cheia de gente e sou eu quem fica com todas as moscas da sopa.

Hoje seria mais um dia numa normal semana de trabalho. Não dormi muito bem, o que é habitual, apercebi-me da chuva na vidraça ao longo das horas das quais a lua é dona e acordei com o maldito despertador. Abro aqui um parêntesis para falar no despertador: pus-lhe a música mais pirosa e irritante que possam conhecer, razão pela qual sou obrigada a despertar minimamente - apesar do mérito dele cumprir a sua função ser em parte meu, ele faz bem o trabalho de me acordar antes das segundas 12h do dia.
Lá me levantei, ia tomar o pequeno-almoço quando dou com a falta de café moído, levo o pão com manteiga na mão e aqui vou eu trabalhar.

Saio de casa e chego a acreditar que estava no meio de uma marcha lenta em protesto contra as tampas de saneamento levantadas ou algo do génrero, quando chego à conclusão que era simplesmente trânsito. O carro começa a soluçar, a luz do motor acende... eu vou devagar (de qualquer da formas não podia ir de outra forma mesmo que quisesse) e chego ao trabalho.
Venho a casa, almoço e volto à carga, desta feita com o carro (se quisermos ser preciosistas, chaço) dos meus pais. Um espelho apontava para a roda traseira, outro para a janela traseira e o último para o tejadilho, sento-me e fico com os joelhos quase a bater no queixo e o rabo metido num buraco chamado banco do condutor (segundo o manual de utilizador).

Apanho mais uma deliciosa marcha lenta, desta vez muito bem justificada pela beleza que é assistir a a 2 acidentes e 3 fantásticas avarias mecânicas.
Mais um dia desgastante de trabalho e quando batem as 20h a minha cabeça viaja para o descanso. Como tinha deixado o carro no sítio mais longe que encontrei, quando lhe toco já todos os colegas tinham arrancado - estou sozinha. Deixei-o distante, voltado para a parede e ele, estando no seu direito, amuou! Bateria foi abaixo!

Telefono para casa, entre um "AIIIII, mas ele sempre pegou!" da minha mãe reparo que o meu pai, carinhosamente diz "Ela estraga tudo!!".
Podia perfeitamente ter feito 30km a pé mas graças ao Sr. Zé e pai já estava na caminha pouco depois das 22h.

Obrigada a todos por me lerem e à entidade divina que me lançou esta sina proprocionando-me esta história!
Até amanhã!

2 comentários:

nao-fujas-a-norma disse...

Minha cara companheira de curso e agora de trabalho... folgo em saber que tens um blogue e devo dizer que achei-o deveras interessante!
Achei por bem efectuar um comentário a este post... juntando a todo esse azar, faltou-te referir os "embróglios" ou quiçá mesmo dizer "aves raras" com que lidas/lidamos diariamente no nosso local de trabalho... será esta uma terra onde toda a gente foi escolhida a dedo? Na verdade é complicado responder pois ainda hoje eu me surpreendo comas mais caricatas situações, quando penso que já nada me surpreende!
Coragem para enfrentar o mundo e as suas "gentes especiais"... ;)

The Gamer disse...

Tens uns pais tão carinhosos!! Já não é a primeira vez que te safo o carro de situações semelhantes mas é sempre uma oportunidade de estar contigo nem que seja mais 5 minutos... :) ***